Pressão do Partido Missão resulta em demissão de assessor condenado por contrabando na Câmara de Foz

Após cobrança pública dos pré-candidatos do Partido Missão, William Rocha e Pedro Deyrot, a Câmara de Foz do Iguaçu oficializou a demissão do assessor Cleverson Olaia. Condenado por contrabando e associação criminosa, ele recebia mais de R$ 12 mil no Gabinete da Presidência.

A pressão política exercida pelos pré-candidatos do Partido Missão, William Rocha e Pedro Deyrot, acelerou a queda do assessor parlamentar Cleverson Olaia, que atuava no Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. O desligamento do servidor foi oficializado no dia 5 de julho de 2026, logo após os pré-candidatos gravarem vídeos para as redes sociais cobrando uma postura ética e a saída imediata do funcionário, que possui condenação criminal em segunda instância.

Olaia ocupava o cargo de assessor parlamentar desde 12 de fevereiro de 2025, com vencimentos mensais de R$ 12.737,48. Ele foi alvo de condenação na Justiça Federal por envolvimento em crimes de contrabando, descaminho e associação criminosa. A permanência de um condenado pela Justiça no principal gabinete do Legislativo iguaçuense vinha gerando forte desgaste para a imagem da Casa.

A situação ficou insustentável depois que William Rocha e Pedro Deyrot cumpriram agenda na cidade e expuseram o caso na internet. A ofensiva cobrou diretamente o presidente da Câmara por explicações sobre a manutenção do assessor, evidenciando a incoerência administrativa de manter um funcionário com esse histórico pago com recursos públicos. Dois dias após a gravação das denúncias, a presidência do Legislativo assinou a exoneração.

O Portal da Transparência da Câmara confirmou a atualização cadastral de Cleverson Olaia para a situação de “desligado”. A folha de pagamento do ex-assessor detalha que ele recebeu salários integrais até junho de 2026, além do adiantamento de décimo terceiro salário, deixando o cargo somente após a repercussão dos vídeos gravados pela oposição.

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