A eleição presidencial do Peru permanece indefinida após mais de 95% das urnas apuradas. O candidato de esquerda Roberto Sánchez aparece com uma vantagem mínima sobre a candidata conservadora Keiko Fujimori, em uma das disputas mais equilibradas da história recente do país.
Segundo os dados divulgados pelas autoridades eleitorais peruanas, a diferença entre os candidatos é inferior a 20 mil votos, enquanto milhões de eleitores participaram do segundo turno realizado no último domingo.
Inicialmente, Keiko Fujimori liderava a apuração graças ao forte desempenho na capital Lima e em áreas urbanas. Com o avanço da contagem dos votos das regiões rurais, Sánchez assumiu a dianteira, embora a margem continue extremamente apertada.
O resultado final ainda pode demorar semanas para ser confirmado devido à contagem dos votos do exterior e aos procedimentos de validação eleitoral adotados pelo país.
A eleição ocorre em um momento de profunda instabilidade política. O Peru já teve diversos presidentes destituídos, investigados ou presos na última década, e o vencedor herdará um cenário marcado por polarização política, crescimento da criminalidade e dificuldades econômicas.
Analistas observam que o resultado poderá ter impacto além das fronteiras peruanas, servindo como termômetro para os rumos políticos da América Latina nos próximos anos.
Independentemente do vencedor, o desafio do próximo governo será restaurar a estabilidade institucional e recuperar a confiança da população em um dos sistemas políticos mais turbulentos do continente.







