A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e inaugura uma nova fase do maior torneio de futebol do planeta. Pela primeira vez, a competição será disputada em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. Também será a primeira edição com 48 seleções e 104 partidas.
A abertura será no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, com o duelo entre México e África do Sul. O palco não poderia ser mais simbólico. O Azteca recebeu jogos históricos das Copas de 1970 e 1986 e volta ao centro do futebol mundial em uma edição que promete estabelecer novos recordes de público, audiência e movimentação econômica.
O novo formato amplia a competição e altera a dinâmica do torneio. Com mais seleções, mais jogos e uma fase eliminatória expandida, a Copa de 2026 aumenta a participação de países emergentes no cenário internacional e torna o caminho até a final ainda mais desafiador. A decisão está marcada para 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey.
Para os torcedores brasileiros, a atenção se volta para sábado (13), quando a Seleção Brasileira estreia diante de Marrocos. O Brasil integra o Grupo C, ao lado dos marroquinos, do Haiti e da Escócia.
A estreia exige atenção. Marrocos chega ao Mundial carregando o respeito conquistado após a campanha histórica de 2022, quando se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo. Desde então, consolidou-se como uma equipe organizada, competitiva e capaz de enfrentar adversários tradicionais em igualdade de condições.
O Brasil chega ao torneio cercado pelas expectativas habituais. Maior campeão da história da competição, com cinco títulos mundiais, a Seleção inicia mais uma campanha em busca da conquista que não vem desde 2002. Em uma Copa mais longa e equilibrada, elenco, regularidade e capacidade de adaptação podem ser tão importantes quanto a tradição.
A edição de 2026 também reflete as transformações na forma como o futebol é consumido. Com transmissões digitais, múltiplas plataformas e cobertura em tempo real pelas redes sociais, o Mundial será acompanhado por uma geração que não depende exclusivamente da televisão tradicional para viver a experiência da Copa.
Mesmo em um calendário esportivo cada vez mais carregado, a Copa do Mundo continua sendo um dos raros eventos capazes de mobilizar países inteiros. Durante pouco mais de um mês, atenções, debates e emoções estarão voltados para os gramados da América do Norte.
Antes mesmo do apito inicial, uma certeza já se impõe: a Copa de 2026 representa um marco para o futebol mundial. O sucesso ou o fracasso desse novo modelo poderá influenciar não apenas as próximas edições do torneio, mas também os rumos do esporte mais popular do planeta.







